Para quem sabe que o Rio também é verde — e que há jardins capazes de mudar a forma de enxergamos o mundo.
Fundado em 1808 por ordem de Dom João VI, o Jardim Botânico do Rio de Janeiro é um dos mais importantes e belos do planeta — um universo à parte de 137 hectares onde convivem mais de seis mil espécies de plantas, árvores centenárias e uma fauna que passeia com a naturalidade de quem sempre esteve ali. Entrar neste jardim é, antes de qualquer coisa, respirar de outra forma.
O roteiro é uma imersão cuidadosa numa das instituições mais queridas da cidade. A Alameda das Palmeiras Imperiais, com seus 134 exemplares que chegam a 35 metros de altura, é um dos enquadramentos mais majestosos do Rio — uma entrada triunfal que anuncia, desde o primeiro passo, que este não é um passeio comum.
Mais adiante, estufas, lagos de vitórias-régias, jardins temáticos e recantos de uma beleza quase irreal revelam uma diversidade botânica que surpreende tanto o visitante ocasional quanto o mais exigente apreciador da natureza.
E ao fundo, como pano de cena permanente, o Corcovado — com o Cristo velando sobre os jardins como se aquilo tudo também lhe pertencesse.
Um passeio que convida à lentidão, à contemplação e à descoberta.
No coração de uma das cidades mais vibrantes do mundo, o Jardim Botânico é uma pausa de rara beleza — e uma das experiências mais memoráveis que o Rio tem a oferecer.